quinta-feira, 8 de maio de 2008

PT e PSDB juntos!!


Como já era previsto PT e PSDB estão de fato trocando alianças. Discussão em torno da união dos partidos em Belo Horizonte, faz com que o governador de Minas Aécio Neves negocie um encontro com o presidente Lula para planejarem a estratégia política. E o prefeito de Belo Horizonte já viajou para Brasília para discutir as eleições municipais de outubro. Pimentel pretende trabalhar para garantir uma nova decisão do comando nacional do PT, autorizando a parceria com o PSB.
O Prefeito deve jantar com o presidente nacional do PT – o deputado Ricardo Berzoini (SP), que não é favor da aliança entre os partidos pelo fato de a união partidária afetar as eleições presidenciais de 2010. E objetivo de Pimentel é mudar a decisão do comando nacional do PT e fazer com que a aliança entre os partidos seja autorizada, visto que, Fernando Pimentel e Aécio Neves, defendem a parceria em torno do empresário Marcio Lacerda (PSB). Para Lula a aliança em BH inclui ainda o PMDB comandado pelo Ministro das Comunicações Helio Costa, e o PRB, sob a liderança do vice-presidente Jose de Alencar. Já o presidente Lula não gostou do veto de Berzoini e pede uma solução imediata para Belo Horizonte.
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que estava satisfeito com o fato do PSB manter a aliança com o partido nas eleições de Belo Horizonte, pois, é uma parceria que já vem sido concretizada há muito tempo, visto que, já é um passo para lançar a candidatura de Marcio Lacerda (PSB). O governador mineiro disse que respeita a decisão nacional do partido – o PT, mas pede que esta decisão seja revista. Aécio acredita que tal veto seja uma decisão intempestiva e espera, sobretudo, que se faça uma reflexão sobre a proibição das alianças.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Eles não falam e não escutam, mas o coração SIM!


Pensar uma leitura para surdos e mudos hoje em dia já é pensar numa leitura mais dinâmica, reflexiva e senao também pretenciosa! Desta forma, vamos pensar uma leitura mais apurada, desejável a fim de tornar esses leitores tão especiais em poetas do silêncio. Em entrevista com Rômulo Felipe dos Santos 18 anos que, é mudo, diz que a hábito da leitura vem desde pequeno. Sua mãe – Sandra Cristina dos Santos para amenizar a hiper-atividade do garoto, o colocava dentro do quarto de castigo por causa de alguma bagunça, e, para passar o tempo, ele lia seus livros, gibis e outras revistas de games que ela praticamente o obrigava. “Eu era muito bagunceiro então minha mãe me colocava de castigo e dizia que ja que nao tinha nada para fazer, era pra ler livros!”, diz aos risos o estudante. Durante a entrevista com o jovem mudo, descobrimos não é só habito de ler por ler, e sim discutir sobre o livro proposto, fazer criticas acerca de uma série de valores que eles próprios julgam como verdade. Segundo o estudante, ele e seu grupo de amigos têm o hábito de se reunirem com outros estudantes também mudos e surdos. E o interessante de tudo isso é a interação entre eles. Certa vez ele disse que estava apaixonado pela garotinha da sua turma e queria impressioná-la com algum poema então ele pediu ajuda a seu amigo Antonio que é mudo. Segundo Rômulo, Antonio é praticamente um poeta, que escreveu para ele o seguinte. “Já li você por inteiro com os olhos, agora quero lê-la ao som da mais bela canção de amor” (Antonio, 2002). Assim, ele mandou a frase para a garota e conseguiu conquistá-la! De acordo com Rômulo, seu grupo de amigos adora ler, ele acredita que a leitura fomenta a criatividade a aumenta o amor próprio. A mãe do adolescente diz que o incentivou a ler e que esse hábito adquirido vem de sua avó materna que lia sobre tudo. De acordo com a psicóloga Maria Alice Damasceno é fundamental o papel dos pais no incentivo a leitura, é muito importante para o desenvolvimento da criança que, futuramente será recompensada em seu contexto social, cultural e psicológico. ”Desde a mais tenra idade os pais devem levar a criança a brincar com livros. Depois de uma certa idade não adianta querer que a pessoa goste da leitura de autores mais prolixos, pois ela não foi acostumada com a leitura", diz.

Rômulo diz que uma vez ou outra arrisca em alguns poemas. Ele adora Machado de Assim e Paulo Coelho. “Gosto de ler também revista de automóveis e auto-ajuda e outas revistas infantis”, afirma o estudante. Ler é uma forma de adquirir conhecimento, enriquecer cultura e acima de tudo moldar nossos valores: éticos, morais e sociais. Eles têm boca que não fala e ouvidos que não percebem o mundo, mas, eles têm predisposição para conhecer o mundo sob outra perspectiva.



Entrevista com a psicóloga Maria Alice Damasceno

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Hora certa!


Em palestra na última quinta feira, o jornalista Domingues Meireles fala sobre sua trajetória jornalística. Meireles não se formou em jornalismo e aos 22 anos foi trabalhar no jornal A Última Hora. Após um ano e quatro meses de profissão foi trabalhar na Editora Abril e duas matérias de repercussão que ele fez – de acordo com ele, foi convidado a trabalhar na Revista Realidade, um veículo conceituado na época e com grandes profissionais. “Eu não me julgava qualificado e nem merecedor da Revista Realidade, mas eu tive sorte” afirmou o jornalista.

Provido de talento, Meireles estava na hora certa e no local certo! Já aos 65 anos, o jornalista Domingos Meireles publicou dois livros: “A noite das grandes fogueiras” e “1930: Os Órfãos da revolução”, e, obteve experiências profissionais nos maiores veículos de comunicação (atualmente trabalha no programa da TV Globo – Linha Direta, em que é o apresentador de matérias de jornalismo investigativo. O programa ganhou um prêmio e Nova York e Meireles foi pessoalmente recebê-lo.

A entrada dele na TV foi muito engraçada porque segundo o próprio jornalista, não têm biótipo para trabalhar em TV. Questionou isso a Armando Nogueira que o interpelou dizendo que estava à busca de experiência. A principio, Meireles foi mal recebido pelos colegas de redação da Globo. Estreou no Jornal Nacional e em seguida vai trabalhar no Fantástico que obteve melhor receptividade pelos colegas.

Hora certa, pode-se dizer que sim e Meireles contou com a sorte que lhe sorriu naquela época. E quanto a nós futuros jornalistas? Sabemos da nossa hora certa, mas quanto a ser jornalistas de verdade? Será que teremos que contar com o fator sorte? Não é o suficiente para nossa época... é preciso ter talento, competência e contar com velha fatia do bolo!! O famoso jeitinho brasileiro!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

quinta-feira, 13 de março de 2008

Muito além da Noticia, é Leticia Murta

Inteligente, perspicaz, polêmica, agressiva e senão também pretensiosa!! Essas são as muitas das características que contemplam o perfil de Letícia Murta (foto do arquivo pessoal) Apesar de que Murta não é adepta a “rótulos” e vive de forma intensa cada minuto que respira. Estudante de jornalismo, Letícia assinala uma brilhante história em seu período de graduação. Pretende ir muito alem até mesmo do que ela própria imagina.
Decidida, vai fazer seu projeto de conclusão de curso com base no jornalismo investigativo e policial, “meu objeto de pesquisa será formulado em função do jornalismo investigativo pelo fato de eu ter estagiado como apuradora de matérias policiais”, diz eufórica. A principio ela queria trabalhar em seu projeto de conclusão de curso com base na ética no jornalismo na questão da câmera escondida. “Quero poder entender até onde é ético entrar num local com uma falsa identificação e descobrir coisas ilícitas para informar ao publico”, afirma. Ela quer compreender até onde é ético essa postura profissional e a importância de informar e alertar a população sobre o que esta acontecendo.
Mas Letícia tem vontade de analisar como o gênero (investigativo) ganhou força e de que maneira se transformou no que conhecemos hoje. “O fim da censura oficial valoriza o debate ideológico, isso reflete também na cobertura policial?” questiona copiosamente. A estudante vai focar seu projeto de conclusão de curso dentro do período de abertura política no Brasil, entre 1975 a 1986, o repórter passa a atuar como investigador policial e dar atenção política às coberturas policiais. “Minha pesquisa pretende analisar a nova configuração que a imprensa assume no período de abertura política do governo Geisel e o fortalecimento da reportagem investigativa” diz. Deste modo, ela vai produzir um texto científico sobre o gênero investigativo de reportagem no Brasil.
Com isso, ela vai pesquisar durante o período de ditadura militar, as matérias de cobertura policial que são marcadas por um esvaziamento do debate político, reflexo da censura e a distensão política marca uma nova fase no jornalismo. A partir de 1975, no governo de Ernesto Geisel, e a abertura lenta, gradual e segura reflete também na imprensa. O AI-5 foi revogado em dezembro de 1975, os censores se retiraram das redações a partir de janeiro desse mesmo ano. Neste período o jornalista começa a atuar como investigador dos casos policiais e não apenas relatando os fatos. “O jornalista começa a assumir o papel fiscalizador” diz.

Saiba mais sobre Letícia Murta

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Herói? Tirano? Ele foi Tudo!!


Fidel Castro (foto ao lado - retirada do site Google) não queria só o poder, ele tinha o seu ideal. E com a aliança de outros grandes nomes, ele fez a sua historia em Cuba consolidando quase meio século no Comando da Ilha de Cuba. Fidel Alejandro Castro Ruz é o primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros. Aos 33 anos de idade se torna Presidente de Cuba, a qual governa desde 1959 como chefe de Governo, e, de 1976 como chefe de Estado. Ele lutou tanto pelo poder que hoje suas condições precárias de saúde não o permitem continuar no cargo mais alto cubano – Chefe de Estado.

Nesta terça feira (dia 19 de fevereiro), Fidel Castro anunciou que não vai se recandidatar ao cargo de presidente de Cuba (Cargo que ocupa há 49 anos). Para muitos (seus defensores), o Presidente de Cuba teria representado o herói de uma revolução social e a garantia de repartição eqüitativa da riqueza no país, devido a sua política socialista. Para seus adversários internos e externos, no entanto, Castro foi um líder de regime ditatorial baseado numa política de partido único. Foi um líder bastante contestado e também admirado internacionalmente, principalmente pela sua ideologia e forte resistência às influencias sociais e sociológicas dos Estados Unidos da América.

A História de Fidel representa uma grande importância no âmbito político internacional, sua historia vai de encontro com historia de outros grandes revolucionários (“Che” Guevara Cienfuegos e Raul Castro – que se tornaram seus companheiros mais tarde). Ele se formou em Direito pela Universidade de Havana de Cuba e a partir de então se dedicou de modo especial à defesa dos opositores ao governo, trabalhadores e sindicatos, denunciou as corrupções e atos ilegais do governo de Carlos Prio através do diário Alerta e das emissoras Radio Alvarez e COCO e se vinculou estreitamente ao Partido do Povo Cubano (Ortodoxo) que era liderado por Eduardo Chibás, partido pelo qual seria candidato a Representante nas eleições de 1952. Ano em que ocorreu o golpe de estado em 10 de março por Fulgêncio Batista ao qual Fidel condenou no diário La Palabra e pretendeu levar aos tribunais, o convenceu da necessidade de buscar novas formas de ação para transformar a sociedade cubana. El Acusador era o nome sugerido pelo grupo, Fidel foi co-editor deste novo órgão onde assinou seus trabalhos apenas com seu segundo nome, Alejandro. Este mesmo pseudônimo utilizaria mais tarde em suas correspondências e mensagens. Daquele grupo sairia o núcleo inicial de jovens que sob seu comando atacariam de assalto os quartéis de Moncada em Santiago de Cuba e de Céspedes, em Bayamo em 26 de julho de 1953 e fundaria depois o Movimento Revolucionário de 26 de julho.

O ano de 1953 marca-se de importância para Cuba, pois o movimento estudantil passa a promover manifestações contra o governo de Fulgêncio Batista. Em 26 de julho Fidel Castro liderou um ataque ao quartel de Moncada. A tentativa foi frustrada,pois, os rebeldes foram parar na prisão e, em maio de 1955, depois de anistiados, foram para o exílio no México. Fora de Cuba, Fidel, Raul Castro, o médico argentino Ernesto “Che” Guevara e Camilo Cienfuegos Gorriaran organizaram o movimento 26 de julho, com o claro objetivo de voltar a Cuba e derrubar a ditadura de Batista. Fidel, Raul e “Che” conseguiram chegar a Sierra Maestra de onde passaram a organizar os camponeses para a luta armada. Ao mesmo tempo os rebeldes buscavam o apoio de setores da burguesia contrário à ditadura de Fulgêncio Batista e que acreditavam em um projeto nacionalista para Cuba, dentro do respeito à propriedade privada. Era assinado então o Manifesto de Sierra Maestra que no ano seguinte, 1958, foi ampliado pela formação da Frente Cívico-Revolucionária Democrática no qual a burguesia cubana concordava com a luta armada para depor Fulgêncio Batista.

Ao longo de sua jornada até dia 24 de fevereiro de 2008 – ultimo dia de Fidel Castro formalmente no poder surge uma pergunta... Com toda essa trajetória que mostra a “cara” de Cuba para o mundo, o que será da Ilha de Fidel sem o mesmo no poder. Será que surgirão grandes investidores, e os interesses dos EUA sobre Cuba? Será que o país vai se integrar a OEA – Organização dos Estados Americanos. A pergunta é: pode-se abrir mão de 49 anos no poder? Ou Fidel vai “mandar” pelos bastidores? Qual será o futuro dessa Ilha que tanto chama a atenção do mundo Social e Político?

Video de Fidel em um grande momento que chamou a atençao de todo o mundo!
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